PRETA, PRETA, PRETINHA...

 

 

Depois dessa semana tão triste, me encontro ilhado aqui no Rio e morrendo de saudades da minha cachorra.

Sempre achei meio piegas esse lance de ficar falando de cachorro em entrevista, em orkut, em blog (rs...), mas aqui estou prestes a fazer uma declaração de amor a minha pequena companheira. Como algo que não chega a ter 3kg, pode emanar tanta vida,  e causar tanta alegria? Chega a ser assustador o tamanho do meu afeto por ela. Tenho a nítida sensação que só ela me entende, embora seu amor não seja totalmente incondicional. Se viajo muito e acabo ficando pouco tempo por perto, ela desapega um pouco, fica mais distante... Mas isso que faz com que eu a admire muito mais, pois também sou adepto da reciprocidade em qualquer relação.Ela apareceu num momento tão difícil, onde a importância  dela foi simplesmente inexplicável. O engraçado é que só me dei conta disso hoje, escrevendo aqui. Aparentemente era o fim de uma etapa, simples mudança de emprego, mas na verdade foi um momento de transição importante, mudança de vida das grandes... Cheguei a passar uma fase bem complicada, mas com ela correndo pelo apartamento, passeando comigo pelo quarteirão de tarde, e na madrugada me acompanhando para um café ou dando um rolê de carro até a banca de jornal,  tudo ficou leve, divertido e a fase complicada foi-se embora deixando somente essa lembranças deliciosas dos momentos em que estive ao lado dela. Ela só me trouxe sorte na vida!  Ela me faz um ser humano melhor, e pobre de quem nunca pode conviver com um cão e ter sua companhia, seu afeto. Se não estou bem, lembro daqueles olhos cheios de esperança, de uma cor que mais ninguém possui (cor de jabuticaba!) e tudo melhora rápido, pois qualquer outra coisa perde a importância...

Só penso no momento que vou tê-la nos meus braços e que ela fatalmente tentará lamber com desespero meu nariz e minha boca. Para que ninguém fique assustado, isso eu não permito. Só um pouquinho, vai... Mas é bom esclarecer que ela não é minha “filhinha”, muito menos minha “namorada”. Ela é minha cachorra, mas pra quem me conhece sabe que isso significa muito.

 

Há flores de cores concentradas,

Ondas queimam rochas com seu sal,

Vibrações do sol no pó da estrada,

Muita coisa, quase nada,

Cataclismas, carnaval.

Há muitos planetas habitados,

E o vazio da imensidão do céu.

Bem e mal, e boca e mel,

E essa voz que Deus me deu,

Mas nada é igual a ela e eu.

 

O final da música vai ter que ser modificado, pois a Preta acabou de ganhar um companheiro: o Juca! Um gorducho que como ainda é bebê e banguelo, vive com a língua pra fora... Amanhã estarei lá junto deles.

 

Bjs

 

 

 

 

[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
Meu Perfil
BRASIL , Homem

 
Visitante número: